Não importa, o quão satisfatório tenha sido o dia, ele sempre acaba...
O dia acaba, trazendo a noite e todas as suas possibilidades...
Ultimamente, quando a noite chega,
Chega também o meu martírio, junto com o rancor,
Rancor, que me fez derramar lágrimas
Pela estrada escura, fria, e solitária que foi essa minha vida durante tanto tempo
Lágrimas de tristeza
Lágrimas de medo
Lágrimas de dor
Lágrimas sem merecimento...
Cada lágrima buscava o esquecimento
E cada lágrima foi gerada por uma única dor
Dor que me fez querer todo tipo de socorro,
Socorro sem puder gritar, falar, pedir, apenas desejar...
Cada lágrima que descia, crescia mais a cicatriz,
A cicatriz que me ajudava a fortalecer a minha muralha,
Muralha firme durante o dia
Muralha que se enfraquecia no final do dia,
Trazendo à minha lembrança todo aquele pesadelo
Como se fosse minha sina, a obrigação de revivê-lo
Pesadelo que domina a mente, se fazendo presente em cada anoitecer
O que faz perceber, que não importa quanto tempo passe
Nem o quão perfeito tenha sido esse tempo
Eu trago no peito uma ferida não cicatrizada,
Que nem precisa ser tocada, para voltar a doer
Para voltar a me fazer sofrer.

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