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domingo, 4 de outubro de 2009

Sentia-se

Passavam da meia noite quando depois de muita remexidas na cama, tombando para um lado e para o outro, finalmente consegue dormir.
Quase nua, com pernas de fora e roupa leve o folgada, semi-transparente, diria sensual, sentia um calor incrivelmente maior do que o de todas as noites, sinal de que ainda não estava dormindo.
Fazia algum tempo que não sentia tão pertubada, mas, sabia exatamente o que a transtornava. Havia revelado o maior de todos os segredos, a maior de todas as vergonhas e o maior de todo desespero.
Ainda assim tivera um dia agradável:
Sentia-se amada, mas ainda assim carente.
Sentia-se segura, mas ainda assim em dúvida.
Sentia-se decidida, mas ainda assim pensativa.
Não que tivesse muito o que ser feito, e ambos sabiam disso, mas, e se pudesse, o que seria feito?
Sentiu-se ainda mais transtornada, decidiu que daquela forma jamais iria pegar no sono, e já nua decidiu tomar um banho, quem sabe melhoraria... Passou por todas as fases: água demoradamente caindo sobre o corpo, sabonete de morango preferido, oléo... Ao terminar...
Lembrou-se da toalha, e do bônus ao final do dia. Sorriu.
Olhou para o lado e viu quem realmente estava ali... Concluiu que seja lá o que fosse que fosse o bônus, talvez jamais aconteceria, pois era nos braços de quem estava ao seu lado que reamente sentia-se segura, mesmo sem saber se estava em paz.
Volta para a cama e meio sem esperar recebe um beijo apaixonado e uma pequena declaração de amor falada baixinha no ouvido... "Nunca vou deixar de te amar!"
Concluiu: Era realmente ali que era amada.

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